
Carina Trom Araujo
4 de outubro de 2017
O nascimento de Jesus Cristo é a plenitude da Revelação do Amor de Deus aos homens:
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a gloria que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Lc 1, 14).
Jesus veio do Pai para nos revelar o Pai há 2014 anos. E o que nos, filhos, estamos fazendo com esta Revelação de Amor? Jesus, o Filho de Deus, sendo Deus, nasceu em uma manjedoura para nós ensinar a humildade, viveu entre os pobres, nos mostrou que é possível viver conforme os planos de Deus: na obediência, castidade, honestidade e fazendo o bem a todos. Em 2014 anos nós já aprendemos a viver como Ele viveu? Ou estamos nos afastando para mais longe Deus?
Festejar o nascimento do Menino Jesus com muitas luzes, músicas, festas, comidas e presentes parece até ser bonito. Mas onde está o verdadeiro sentido do nascimento de Jesus, que deveria ser vivido o ano todo, e não ser representado apenas em um dia?
De que adianta tanta luz se os corações estão em trevas pelo pecado, ódios, ressentimentos, mágoas e falta de perdão? Como haverá espaço em um coração assim para o nascimento de Jesus?
Tanta comida e bebida! Mas quanto o nosso espírito está faminto e sedento do Corpo e Sangue do Cristo? Ouvir hinos natalinos que não nos dizem nada, a não ser recordar a infância já sem sentido, quando estamos surdos ao convite de Jesus para uma mudança de vida?
Jesus Cristo veio nos trazer a Boa Nova! Ele assumiu a sua missão e nos tem chamado durante o ano inteiro para que também assumamos nossa vocação diante de Deus. Queremos presentear a muitos, mas há uma pessoa que gostaria de receber um pequeno presente: o nosso sim, a nossa busca pela restauração. O que falta-nos é fé para nos lançarmos nos braços do Senhor e deixar que ele nos conduza, pois o que queremos, muitas vezes, é estar no controle de nossas vidas e encaminhá-la para longe da verdade de Deus.
Jesus passa e nos convida. Nos convoca a dar um passo para águas mais profundas, só depende de cada um de nós aceitarmos ou não o seu convite!
Eliane Fagundes
Consagrada de Vida